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Criação de sites

Domínio e hospedagem: o que o dono precisa saber

Domínio no nome da empresa, DNS em linguagem simples, o risco de deixar expirar e o que importa de verdade na hospedagem: suporte, backup e desempenho.

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Domínio e hospedagem são a base de qualquer site: o endereço e o terreno onde ele fica. São também os itens que donos de empresa menos acompanham, até o dia em que o site sai do ar, o e-mail para de funcionar ou o domínio expira nas mãos de outra pessoa.

Você não precisa virar técnico. Precisa saber o que é cada coisa, o que deve estar no nome da sua empresa e o que cobrar de quem cuida disso por você. Este artigo cobre esse mínimo em linguagem direta.

Domínio: um ativo registrado no nome da empresa

O domínio é o endereço que o cliente digita, como suaempresa.com.br. Ele não é comprado em definitivo: é registrado por um período e renovado. Domínios terminados em .br são registrados no registro.br, o serviço oficial responsável pelos domínios brasileiros.

Três regras práticas evitam a maior parte dos problemas futuros:

  • Titularidade no CNPJ da empresa, não no nome do fornecedor, de um funcionário ou de um parente. Quem detém o registro detém o endereço.
  • E-mail de contato que você controla e lê. É por ele que chegam os avisos de renovação e as confirmações de mudança.
  • Acesso guardado com os documentos da empresa. Usuário e senha do registro são patrimônio, não detalhe técnico.

Se o domínio está no nome de um terceiro, o seu site e o seu e-mail dependem da boa vontade dele. Esse arranjo funciona até o dia em que deixa de funcionar.

DNS explicado em linguagem simples

DNS é a lista de endereços da internet. É ele que informa, para quem digita o seu domínio, em qual servidor o site está e para onde vai o e-mail. Quando alguém fala em apontar o domínio, está falando em ajustar essa lista.

O que o dono precisa saber cabe em três pontos. Mudanças de DNS levam algum tempo para valer em toda a internet, o que se chama propagação. Site e e-mail podem morar em servidores diferentes, então dá para trocar a hospedagem do site sem mexer no e-mail, e vice-versa. E um erro de configuração pode derrubar site e e-mail ao mesmo tempo, por isso qualquer mudança deve ser feita com anotação do estado anterior, para permitir volta rápida.

Renovação: o risco silencioso de perder o domínio

Domínio expirado significa site fora do ar e e-mails do domínio que param de funcionar. Depois do vencimento existe um período para regularizar; passado esse período, o domínio é liberado e pode ser registrado por qualquer pessoa, inclusive um concorrente. Recuperar um domínio liberado pode ser caro ou impossível.

A prevenção é simples e barata:

  • Ative a renovação automática com um meio de pagamento válido.
  • Mantenha o e-mail de contato do registro sempre atualizado.
  • Coloque a data de vencimento no calendário financeiro da empresa, como um tributo anual: valor pequeno, consequência grande se falhar.

Hospedagem: o que importa de verdade

Hospedagem é o servidor onde os arquivos e o banco de dados do site ficam. Na hora de escolher ou avaliar, a marca importa menos do que quatro critérios:

  • Suporte: existe atendimento humano acessível quando o site cai, em horário compatível com a sua operação?
  • Backup: cópias automáticas, frequentes e com restauração testada. Backup que nunca foi restaurado não é proteção, é aposta.
  • Desempenho: o servidor precisa responder rápido. O Google usa como referência um tempo de resposta do servidor de até cerca de 800 milissegundos; acima disso, todas as páginas do site ficam lentas por herança.
  • HTTPS: certificado de segurança incluído e renovado automaticamente. Navegadores sinalizam como não seguros os sites sem HTTPS, o que afasta visitantes e prejudica a presença na busca.

Hospedagem muito barata costuma cobrar em outra moeda: lentidão, suporte ausente, backup inexistente. E nenhuma hospedagem dispensa o cuidado contínuo com o próprio site, tema do artigo sobre manutenção de site.

O risco de deixar tudo na conta de um terceiro

É comum o fornecedor registrar o domínio e contratar a hospedagem na conta dele, em nome da agilidade. Funciona até a relação terminar, por desacordo, encerramento da empresa dele ou simples sumiço. Nesse dia, você descobre que o endereço e o terreno do seu site pertencem a outra pessoa, e que a continuidade do seu principal canal comercial depende de localizar e convencer um terceiro.

O arranjo correto é o contrário: contas de domínio e hospedagem no nome da sua empresa e pagas por você; fornecedor com acesso de operador, que pode ser revogado; credenciais principais guardadas por você. A mesma regra vale para tudo o que compõe o site, como detalha o artigo sobre site no nome da empresa.

Perguntas frequentes

O domínio ficou no nome de quem fez meu site. O que eu faço?

Peça a transferência da titularidade para o CNPJ da sua empresa. Para domínios .br, o processo é feito no registro.br e depende de confirmação do titular atual. Resolva enquanto a relação está boa: a transferência amigável é simples, a litigiosa consome tempo e dinheiro.

Preciso da hospedagem mais cara para ter um site rápido?

Não. Para boa parte dos sites de empresa, uma hospedagem intermediária bem configurada, com cache e HTTPS, atende. O salto de preço se justifica com tráfego alto ou sistemas complexos. Antes de pagar mais, vale medir onde está a lentidão, porque a causa nem sempre é o servidor.

Posso trocar de hospedagem sem perder o site?

Pode. O site é um conjunto de arquivos e banco de dados que pode ser copiado para outro servidor; depois, o DNS passa a apontar para o novo endereço. Feita com cuidado, a migração acontece sem o visitante perceber. O requisito é ter acesso a tudo, mais um motivo para as contas estarem no seu nome.

A Azimute Comunicação estrutura domínio, hospedagem e acessos no nome do cliente desde o primeiro dia, como parte do desenho de continuidade descrito na página do estúdio. Para revisar a base do seu site ou começar um projeto novo, peça uma proposta pela página de contato.

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